O que é IMC e como calcular o seu

Publicado por Matheus Bavaresco em 01 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

Subir na balança e ver um número não diz muita coisa sozinho — é preciso saber em que faixa esse número cai para entender o que ele significa. É exatamente para isso que serve o IMC, o índice mais usado no mundo para uma primeira leitura rápida do peso em relação à altura.
Neste guia você vai entender o que é IMC, como calcular o seu, a tabela de classificação usada pela OMS e por que o número sozinho não conta a história toda.
O que é IMC (Índice de Massa Corporal)
IMC é a sigla para Índice de Massa Corporal, uma medida criada no século XIX pelo estatístico belga Adolphe Quetelet e adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma rápida de rastrear o estado nutricional de uma população — não um diagnóstico individual. Ele relaciona peso e altura num único número, usado como ponto de partida para identificar possível baixo peso, sobrepeso ou obesidade.
Por ser simples de calcular (só peso e altura, sem equipamento nenhum), o IMC virou a triagem padrão em consultórios, pesquisas populacionais e também na internet — mas é só isso: uma triagem, não uma avaliação completa da composição corporal.
Como calcular o IMC
A fórmula do IMC é:
IMC = peso (kg) ÷ altura (m)²
Ou seja: divida o peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. Por exemplo, para uma pessoa de 70 kg e 1,70 m de altura:
- Altura ao quadrado: 1,70 × 1,70 = 2,89
- IMC: 70 ÷ 2,89 ≈ 24,2
Um IMC de 24,2 cairia na faixa de peso normal pela tabela da OMS (veja a seguir). Se você não quer fazer a conta na mão, use a calculadora de IMC do Calcule Fácil — ela já aplica a fórmula e mostra a classificação certa para adultos, idosos e crianças/adolescentes.
Se não quiser fazer o cálculo na mão, use a calculadora abaixo: informe peso, altura, idade e sexo e veja na hora o seu IMC já classificado na faixa certa — adulto, idoso ou infantil/adolescente.
Calculadora de IMC
Preencha os campos acima pra ver o resultado estimado.
Tabela de classificação do IMC para adultos
Para adultos de 20 a 59 anos, a OMS define 6 faixas, iguais para os dois sexos:
| IMC (kg/m²) | Classificação |
|---|---|
| Menor que 18,5 | Magreza |
| 18,5 a 24,9 | Peso normal |
| 25 a 29,9 | Sobrepeso |
| 30 a 34,9 | Obesidade Grau I |
| 35 a 39,9 | Obesidade Grau II |
| 40 ou mais | Obesidade Grau III |
IMC para idosos e crianças/adolescentes
A tabela acima só vale para adultos de 20 a 59 anos — outras faixas etárias usam régua diferente:
- Idosos (60 anos ou mais): usam a classificação de Lipschitz, adotada pelo SISVAN/Ministério da Saúde, com limites mais altos que a tabela adulta — IMC abaixo de 22 é considerado baixo peso, de 22 a 27 é peso adequado (eutrofia), e acima de 27 é excesso de peso. A diferença existe porque é esperado e saudável que idosos tenham um pouco mais de gordura corporal do que adultos mais jovens.
- Crianças e adolescentes (2 a 19 anos): não são avaliados por uma faixa fixa — o IMC nessa idade precisa ser comparado a curvas de crescimento por idade e sexo (percentis que mudam mês a mês conforme a criança se desenvolve), então a interpretação correta depende do pediatra, não de uma tabela única.
Limitações do IMC — o que ele não mede
O IMC é uma média estatística, não uma medida direta de gordura corporal. Isso significa que ele não diferencia massa muscular de gordura, não considera onde a gordura está concentrada no corpo (o que importa mais para o risco cardiovascular do que o total) e não leva em conta condicionamento físico.
Na prática, isso gera falsos positivos e negativos: atletas e pessoas muito musculosas podem ter um IMC "alto" sem excesso de gordura, enquanto alguém com pouca massa muscular e mais gordura pode ter um IMC "normal" mesmo com risco de saúde elevado. O índice também não é recomendado para gestantes (não contabiliza o crescimento fetal) nem para pessoas com edema, ascite ou acamadas.
Por isso, o IMC deve ser tratado como um ponto de partida, não uma sentença: para uma avaliação completa do estado nutricional, vale complementar com outras medidas (circunferência da cintura, bioimpedância, avaliação clínica) e, principalmente, consultar um nutricionista ou médico.